Alter do Chão: O Caribe da Amazônia que Vai te Conquista
Praias de areia branca, água cristalina e floresta densa, tudo isso às margens do Rio Tapajós, no coração do Pará
Quando se fala em praia no Brasil, a mente viaja para o litoral. Mas existe um lugar no interior da Amazônia que desafia essa lógica e encanta quem chega sem precisar de mar: Alter do Chão, pequena vila no oeste do Pará que ganhou do mundo o apelido de “Caribe da Amazônia” e merece cada letra do título.
Um Paraíso no Interior da Floresta
Alter do Chão é um distrito do município de Santarém, no Pará, conhecida como o “Caribe da Amazônia” pelas praias de areia branca e água azul cristalina com a diferença de que, ao invés do mar, a vila é banhada pelo Rio Tapajós. National Geographic
Embora seja uma região com poucos habitantes, Alter do Chão recebe milhares de turistas por ano, graças às suas belas paisagens, eventos culturais e à hospitalidade de seus moradores. ClickBlog
A vila está localizada a 1.350 km da capital Belém, e a apenas 34 km do Aeroporto de Santarém (STM), principal porta de entrada para quem pretende viajar de avião. É a base ideal para os turistas que pretendem conhecer as belezas do Rio Tapajós e do Rio Arapiuns. Melhores Destinos
A Ilha do Amor: O Cartão Postal que Some e Reaparece
A atração mais famosa de Alter do Chão tem um mistério todo especial: ela desaparece parte do ano. A Ilha do Amor é um dos pontos turísticos mais conhecidos da região. Ela some durante parte do ano e só aparece durante o “Verão Amazônico”, que é quando chove menos e o volume d’água diminui. ClickBlog
Na seca, a praia existe em sua forma completa. Na cheia, a Ilha do Amor pode desaparecer quase inteira sob as águas do Tapajós, e o visual que você vê nas fotos simplesmente não está lá. Se o seu objetivo é praia, planejar para o período seco é fundamental. Vamos Trilhar
Os Passeios que Não Pode Perder
Os principais pontos turísticos da vila são a Ilha do Amor, as praias do Rio Arapiuns e o passeio de canoa ou a caminhada pela “floresta encantada”, que na verdade é o Igarapé dos Macacos um braço do Rio Tapajós de baixa profundidade e com vegetação densa. National Geographic
A natureza exuberante da região vai bem além das faixas de areia. Em Alter do Chão, vale também investir nos banhos de lago, igapós e igarapés; fazer trilha por dentro da vegetação amazônica; percorrer canais repletos de vida; conhecer comunidades ribeirinhas; ver o grandioso encontro do Rio Tapajós com o Rio Amazonas; e conhecer a vida pacata na vila. Melhores Destinos
Outro passeio inesquecível é o de lancha até a Cachoeira do Aruá, uma queda d’água que desemboca no Rio Arapiuns, de tirar o fôlego. E para os mais aventureiros, a Ponta do Cururu e a Praia de Carapanari oferecem recantos de areia praticamente selvagens. Decolar
Há ainda a experiência mágica do passeio noturno de barco para observar a bioluminescência nas águas do rio um espetáculo que fecha qualquer viagem com chave de ouro. Vivala
A Festa do Sairé: Cultura, Fé e Lenda
Alter do Chão não é só natureza. É também cultura viva, pulsando nas ruas e no rio.
No mês de setembro, a vila sedia a Festa do Sairé. Criada por padres jesuítas há mais de três séculos, o grande evento mistura rituais católicos e indígenas, música, dança e até uma disputa entre os blocos dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa a disputa foi introduzida em 1997 para retratar uma das mais tradicionais lendas da Amazônia. VisiteiGostei
Na época do Sairé, a região costuma receber até 100 mil pessoas. Se você quer curtir a festa, planeje com antecedência. Se prefere sossego, evite esse período e opte por outubro ou novembro. VisiteiGostei
A Culinária: Sabores que a Floresta Oferece
Viajar pela Amazônia sem experimentar sua culinária é perder metade da viagem. O Mercado do Mingote é o lugar para adquirir produtos paraenses como pimenta Wai Wai e baunilha da Amazônia. Na praça central, barracas servem pratos autênticos como vatapá, tacacá, maniçoba e açaí. Visit Brasil
O tacacá, feito com tucupi, jambu e camarão, proporciona uma experiência sensorial única. O pirarucu, o maior peixe de água doce do mundo, é preparado assado, grelhado ou em caldeiradas, sendo indispensável em qualquer visita. Dicas de Viagem
Quando ir?
A melhor época para visitar Alter do Chão é entre agosto e dezembro, durante a estação seca, quando as praias de areia branca ficam acessíveis e o Rio Tapajós permite nadar com segurança e explorar ilhas e igarapés. Setembro é especial devido ao Festival do Sairé, e outubro tem menor índice de chuvas, ideal para trilhas e passeios de barco. Dicas de Viagem
Se você chegar a Alter do Chão na época da cheia, a vila terá outra aparência e a principal atração será a floresta alagada. Durante as chuvas, o Rio Tapajós chega a subir até 8 metros. São duas experiências completamente distintas e ambas têm seu encanto particular. VisiteiGostei
Dicas Práticas
Para chegar a Alter do Chão, a base é a cidade de Santarém, que conta com um aeroporto com voos diretos de Brasília, Belém e Manaus. Também é possível chegar através de uma viagem de barco pelo Rio Amazonas, saindo de Belém ou Manaus, mas a travessia pode levar de um a dois dias. National Geographic
Para conhecer sem pressa os principais pontos turísticos, o recomendado é ficar ao menos uma semana. Se quiser ter tempo para voltar à sua praia favorita e ir até locais mais distantes, o ideal é ficar dez dias. Melhores Destinos
A vila conta com boa infraestrutura de hotéis, pousadas, agências de turismo para passeios e restaurantes com pratos típicos da culinária paraense. National Geographic
Alter do Chão prova que a Amazônia reserva surpresas que fogem de qualquer lugar-comum. São praias sem mar, florestas que inundam, botos que dançam nas lendas e um povo que recebe o visitante como parte da família. Um destino que não se esquece e que, uma vez visitado, sempre chama de volta.
imagem retirada do site: www.escolhaviajar.com